quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cibercultura

A cibercultura é a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, emergentes a partir da convergência informatização/telecomunicação na década de 1970. Trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contemporânea. Essa revolução resultou de um movimento socialque ultrapassa progressivamente o dispositivo inicial centro-periferia, a principío na clandestinidadee na ilegalidade (uma ilegalidade tolerada, ou mesmo encorajado pelo Estado), depois de forma cada vez mais aberta e oficialmente aprovada.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sueco veste computador

A nova invenção tecnológica do Sueco, esta causando estranhamento, e divergências de opiniões. O sueco que veste o computador, ou o computador que veste o Sueco? O homem ao longo do tempo vem fazendo criações tecnológicas para tentar facilitar o seu convívio. Porém devido a essas criações a cada dia que passa o homem passa a ser criador-dependente das tecnologias. E a tecnologia vem assumindo uma postura independente na vida do homem é como se possuísse vida própria. O homem fez com que a tecnologia se tornasse  presente 24 horas por dia em sua vida, criou uma dependência. Porém a tecnologia esta assumindo uma independência, pois as maquinas que os próprios homens criam, estão te substituindo. As maquinas desenvolvem papeis que antes só o próprio homem-criador desenvolvia. Vem ganhando vida própria, e homem se tornando cada vez mais dependente delas. A tecnologia é uma aliada importante para o desenvolvimento e a evolução humana, porém o homem tem que saber até que ponto, como, onde e quando utilizar a tecnologia adequada para cada caso, tornando-a sua melhor aliada. É o homem que deve utilizar a tecnologia, e não a tecnologia usar o homem.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Se meu crime é ser preta. Me confesso com toda coragem e orgulho que trago no meu peito. Sou preta sim!

Sou criminosa, pesa sobre mim a herança cultural de um povo amaldiçoado, na minha pele, no meu cabelo, na minha consciência, sou descendente das Ritas baianas, Tietas, Helenas, Negras Fulôs “mulatas”, sou o pecado, tenho a cor do pecado. Sou a sensualidade, a perdição dos homens brancos, os  deixo enlouquecidos, pois  na cama sou a melhor. Essa sou eu?  Não essa eu não sou, sou sim  uma mulher preta, afrodescendente, que pertenço a um passado e presente de exclusão. Onde sou criminalizada, por ter características de um povo que foi arrancado de sua terra, explorado, escravizado, onde foi negado o meu direito de mulher, de escolher com quem me deitar, de amamentar meus filhos, de ver meus filhos crescerem, de constituir uma família. Fui escrava sexual do branco, amamentei os filhos do branco, cuidei da casa do branco, fui amaldiçoada pelas senhoras, torturada, pois ciumavam de seus senhores, senhores esses que me estuprou, torturou. Sou a vitima algoz. Trago um passado de exploração, exclusão, de desgraças, e por isso sou criminalizada. Agradeço a Aluízio de Azevedo, Jorge Amado, Manoel Carlos, Jorge de Lima, João Emanuel Carneiro, entre outros, pelas personagens de seus livros, poesias e telenovelas onde fui representada, livros e telenovelas esses que foram consumidos pelo meu próprio povo, deixando como herança o pensamento popular, em que só sirvo pra trabalhar como domésticas, ou exibindo meu corpo. Sou barrada nas melhores empresa, nos melhores cargos, mas  não na cozinha e na cama do senhor, esses espaços continuam me pertencendo, graças as tais personagens que  só fizeram aumentar minha sentença e confirmar meu crime de ser preta. Pois ser preta é um crime, e deste sim me confesso. A sentença é dura, e pago um preço ainda maior por não me reconhecer com as tais representações desses senhores,  que já citei, por contrariar a sociedade, entrando nas universidades federais e por construir e contar uma nova história. Sou a outra negra fulô isso eles não disseram, sou Dandara, Nzinga, sou Angela Davis, com elas sim consigo me reconhecer, elas me representam.